sexta-feira, 24 de julho de 2009

Uma pessoa pequenina....


Como primeiro post, quero colocar um poema que peguei no orkut de uma amiga que diz tudo e mais um pouco... espero que gostem...


“Sou uma pessoa pequenina.
Sou completamente envolvido, sustentado, alimentado, aquecido, acolchoado. Nadando em um mar quente.
Sou um com a minha mãe.
Em uníssono com nascimento.
De minha novidade, ouvindo uma batida de coração, o sangue em ondas rítmicas ao redor de mim, sentindo-me seguro e quente.
Há movimento, e por meio dele é que sou um com os sentimentos de minha mãe, sinto muito bem quando está zangada, triste, carinhosa, feliz.
Através de minha mãe, experimento outras pessoas, ouço seus sons mudos, sinto seu toque.
Sou muito pequenino, envolvido por um universo sustentandor, nutritivo, vasto, amável.
À medida que cresço, meus membros se estendem e flexionam contra os limites macios de meu mundo e meu dorso é acariciado. Depois, aos poucos, meu espaço se torna povoado, eu me curvo, eu me enrolo em uma bola. Eu me sinto confinado, restrito. Eu desejo esticar-me… Ser livre!
Então, o alvorecer da alegria, pulsações rítmicas me pressionam e acariciam minha pele, fazendo-se mais fortes.
À medida que eu começo a me mover por um túnel estreito. Emoções e sensações fortes. Me assaltam em vagas.
É tempo de nascer!
Tempo de deixar o ventre quente.
Tempo de experimentar minha nova vida
A forte pressão cessa.
E eu apareço - SOU LIVRE.
Mãos gentis elevam-me.
Até a pele macia de minha mãe, ficamos barriga contra barriga. Sinto seu calor, ouço novamente o ritmo familiar de seu coração batendo.
Abro minha boca, choro uma vez, depois mais uma vez, enquanto o ar enche meus pulmòes a seguir respiro profundamente.
Aninhado em seu peito, meu rostopressionado contra sua pele, eu encontro o mamilo, o alimento quente jorra para minha boca enquanto eu sugo.
Depois eu a sinto acariciar minha cabeça, e, o corpo - minhas costas, meus membros.
Meu cordão umbilical é cortado, último elo como o ventre.
Não obstrante, sinto-me seguro
Com nossa ligação já tão forte.
Nossas energias mergulham em fluxo de amor
Quando nos olhamos um para o outro
Quando ouço sua voz
E, respondo ao seu toque,
Seu cheiro, seu gosto.
Aqui, perto da mãe,
Sinto-me seguro, alimentado, quente
Eu pertenço
Eu sou.”



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